3 boas práticas sobre o balanço patrimonial da sua empresa

Além de ser exigido pela legislação, o balanço patrimonial é um dos principais relatórios utilizados para a boa gestão das empresas. Ele é o registro de todas as movimentações financeiras de um negócio ao longo de determinado período. Mesmo assim, muitas organizações cometem o grave erro de negligenciá-lo, arriscando sua sustentabilidade em longo prazo.

Nosso objetivo neste artigo é ajudá-lo a conhecer melhor esse importante instrumento. Para isso, separamos uma lista com algumas boas práticas relacionadas ao balanço patrimonial. Por meio delas, você terá uma visão geral sobre a relevância do balanço para que sua empresa alcance grandes resultados. Confira:

1. Realização de registros contábeis

Essa é uma tarefa obrigatória, determinada pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelo artigo 1.179 do Código Civil. Todas as empresas, inclusive as optantes pelo regime de tributação Simples Nacional, são obrigadas a registrar seus fatos contábeis. Isso significa que é necessário ter documentos que comprovem as transações financeiras realizadas.

Esse material deve ser encaminhado a um contador, que fará a escrituração contábil por meio das chamadas partidas dobradas. Evidentemente, essa ação envolve uma série de termos técnicos e preceitos contábeis, por isso é essencial contar com o auxílio de profissionais especializados.

Caso sua empresa não tenha esses registros, é praticamente impossível defender-se de processos por irregularidades tributárias e declarar corretamente o Imposto de renda. Além disso, fica bem mais complicado analisar o desempenho financeiro da empresa, porque os registros são a base para a elaboração do balanço patrimonial.

2. Classificação de ativos e passivos

Para atender à principal função do balanço patrimonial ― fornecer uma visão precisa e ampla da situação contábil e financeira do seu negócio ―, é necessário dividir seus elementos em duas categorias: ativos e passivos.

Os ativos dizem respeito aos bens, direitos e aplicações de recursos controlados pela empresa, incluindo os investimentos financeiros e títulos a receber. Já os passivos são representados pela lista de obrigações financeiras da organização. Aqui entram as despesas com folha de pagamento, impostos, dívidas com bancos e quaisquer outros valores a pagar.

Após relacionar ativos e passivos, será possível calcular a diferença entre eles. O resultado é chamado de patrimônio líquido, que representa aquilo que a empresa realmente tem disponível em caixa. Portanto, para que o balanço esteja correto, o valor de ativos precisa ser igual à soma entre passivos e patrimônio líquido.

3. Interpretação das informações do balanço

O balanço patrimonial está longe de ser mera formalidade. Como dissemos anteriormente, ele é um dos instrumentos mais importantes para a gestão financeira da empresa. A primeira informação relevante que podemos conseguir por meio dele é a evolução do patrimônio líquido. Se ele aumenta com o passar do tempo, significa que a empresa fatura mais do que gasta, evitando o endividamento.

Outro dado a ser retirado do balanço é a liquidez, ou seja, a quantidade de recursos disponíveis para quitar dívidas em curto prazo. Ela mostra a capacidade de reação da empresa em caso de emergências financeiras. Níveis de endividamento, rentabilidade e rotatividade de recursos são outros indicadores financeiros importantes que podem ser medidos, aumentando a segurança na gestão do negócio.

E aí, o que achou deste post? Depois de conhecer essas boas práticas relacionadas ao balanço patrimonial, deixe seu comentário relatando experiências e deixando sugestões para complementar nosso conteúdo!

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