O que mudou no IRPF 2018 com relação ao ano passado?

Para aperfeiçoar os processos de fiscalização e combater a ação de sonegadores, a Receita Federal divulga, todos os anos, novas diretrizes que devem ser seguidas à risca pelos contribuintes. Como a temporada de prestação de contas ao Leão começou no dia 1º de março e vai até 30 de abril, é bom ficar de olho no que mudou no IRPF 2018 para evitar problemas fiscais.

A lista de alterações para este ano não é tão grande, mas também vale destacar que já estão previstos alguns ajustes para o ano quem vem. Portanto, para ajudar com isso, abordaremos neste post os principais tópicos nos quais você deve se atentar. Continue lendo e confira.

Programa meu imposto de renda

Até 2017, era necessário utilizar programas diferentes para preencher e enviar a declaração do imposto de renda. Agora, as duas tarefas podem ser realizadas por meio do software Meu Imposto de Renda, que substitui o antigo m-IRPF e pode ser baixado no site da Receita Federal.

Disponível para computadores Windows Mac e Linux ou dispositivos Android e iOS, a ferramenta adiciona novas funções e permite realizar declarações retificadoras on-line. Ela está disponível para os contribuintes desde 26 de fevereiro, e exige a criação de uma palavra-chave para que o usuário inicie a declaração em um equipamento e continue em outro, caso seja necessário.

Emissão da DARF

O novo programa desenvolvido pela Receita Federal permite a impressão do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) em todas as quotas do imposto, mesmo em caso de atrasos.

Contribuintes que paguem depois do vencimento devem arcar com juros referentes à taxa Selic. Haverá também uma multa de 0,33% ao dia, com limite máximo de 20%.

Declaração de dependentes

A partir deste ano, torna-se obrigatória a inclusão do CPF de todos os dependentes com mais de oito anos. A regra terá nova alteração em 2019, quando a exigência atingirá todas as crianças declaradas como dependentes ou alimentandos, independentemente da idade.

Caso os pais sejam separados e compartilhem a guarda das crianças, cada filho pode ser adicionado como dependente em apenas uma declaração. Por exemplo, se o pai informar a criança como seu dependente, a mãe deve incluí-lo como alimentando.

Consequentemente, os valores de dedução do imposto serão diferentes. A declaração como dependente permita aplicar um desconto de até R$ 3.561,50, enquanto a classificação de alimentando dá direito ao abatimento das despesas com saúde e educação da criança.

Declaração de bens

A declaração de bens conta agora com novos campos. O contribuinte deve informar registros de inscrição de imóveis nos órgãos públicos, além de suas áreas e datas de aquisição.

Para veículos, aeronaves e embarcações, deve-se incluir o Renavam ou registros de órgãos fiscalizadores. Já contas-correntes e aplicações financeiras devem ser acompanhadas pelo CNPJ da instituição financeira responsável.

Esses novos campos são de preenchimento opcional em 2018, mas passarão a ser obrigatórios no ano que vem. Por isso, é recomendável preencher o formulário completo desde já.

Diante de tudo isso, o ideal é manter toda a documentação bem organizada e evitar deixar tudo para a última hora. Caso tenha dificuldades, consulte nosso artigo com dúvidas respondidas sobre o Imposto de Renda Pessoa Física!

E aí, gostou deste post? Agora que você sabe o que mudou no IRPF 2018, aproveite para seguir nosso perfil oficial no Facebook e receba diversos conteúdos interessantes para aprimorar sua capacidade de gestão financeira!

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